• Saiba mais sobre a Cardiopatia Congênita

    Saiba mais sobre a Cardiopatia Congênita

    No próximo domingo (12) é o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita, uma doença que, segundo o IBGE, acomete cerca de 29.000 crianças no Brasil por ano.

    A Cardiopatia Congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras 8 semanas de gestação quando se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, podendo ser descoberto no nascimento ou anos mais tarde. É o defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbitos relacionadas a malformações congênitas.

    A maioria das alterações cardíacas ocorre quando o bebê ainda está no útero. Durante o primeiro mês de gestação, o coração do feto começa a bater. Nesta altura, o coração é apenas um tubo com um formato que lembra vagamente um coração. Logo as estruturas se formam em ambos os lados do órgão, bem como os vasos sanguíneos que transportam o sangue.

    Geralmente é neste momento no desenvolvimento de um bebê que as alterações cardíacas podem começar a desenvolver. Não se sabe ao certo o que causa a cardiopatia congênita, mas há suspeita de algumas condições: as alterações genéticas ou cromossômicas na criança, como a síndrome de Down , que leva a uma incidência oito vezes maior de desenvolver alguma cardiopatia; uso de certos medicamentos , álcool ou drogas durante a gravidez; infecção viral materna, como rubéola, no primeiro trimestre de gravidez . O risco de ter uma criança com doença cardíaca congênita pode dobrar se um pai ou um irmão tem uma alteração cardíaca congênita.

    O tratamento da cardiopatia congênita depende do tipo e da gravidade. Alguns bebês têm cardiopatias leves, que curam por conta própria com o tempo. Em outros casos, podem ser necessário tratamento medicamentoso ou exigir cirurgia cardíaca. Estas podem incluir: procedimentos por cateter, cirurgias de peito aberto ou, nos casos mais graves, um transplante de coração.

    Como a causa exata da maioria das cardiopatias congênitas é desconhecida, pode não ser possível evitar essas condições. No entanto, existem algumas coisas que podem ser feitas para reduzir o risco de cardiopatia congênita em seu filho: tomar a vacina de rubéola; controlar doenças crônicas, como diabetes e evitar substâncias nocivas durante a gravidez.

    “Como a infra-estrutura para este tratamento implica desde o manuseio clínico ambulatorial, como os cuidados pré e pós-procedimento por intervenção percutânea ou cirúrgica, há um grande número de profissionais está envolvido nesta causa. Este envolvimento é muito mais profundo do que o intelectual ou físico, pois cuidar dos corações destas crianças encanta a todos que se envolvem nesta causa ”, destaca a Dra. Andressa Mussi, cardiopediatra do HECI.

    Para ela, a Cardiologia Pediátrica é uma especialidade que se preocupa com o coração no indivíduo em crescimento e desenvolvimento. “Esta área tem crescido nas últimas décadas e vem promovendo a possibilidade do tratamento de crianças, adolescentes e adultos jovens com cardiopatia congênita através de procedimentos clínicos, cirúrgicos e de cardiologia intervencionista (hemodinâmica)”,explica.

    Para que estes procedimentos sejam possíveis é necessária alta qualificação na área diagnóstica e terapêutica, mas em especial é necessária uma equipe multidisciplinar bem preparada.

    Com o avanço da medicina, vem sendo possível diagnosticar e tratar mais precocemente os bebês e crianças com defeitos cardíacos congênitos. Com isso a Cardiologia Pediátrica tem crescido muito, e no HECI há a possibilidade de cuidar de pacientes com cardiopatia congênita desde bebês até adultos.