• Perigosa e Silenciosa

    Perigosa e Silenciosa

    As doenças mais perigosas são aquelas que não nos dão nenhum alerta, ou seja, são assintomáticas, até que haja uma crise. Assim é com a hipertensão arterial sistêmica, comumente chamada de pressão alta. Ainda que apresente algum desconforto, o mesmo pode ser confundido com um mal-estar ou dores de cabeça comum, fazendo com que o paciente se quer procure o médico.

    Neste Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI), referência em cardiologia em todo sul do Espirito Santo, alerta para os perigos dessa doença que pode acometer muitas pessoas sem que elas saibam e assim comprometer silenciosamente os órgãos como o coração, rins, cérebro e olhos.

    A hipertensão arterial é uma doença caracterizada pela alta pressão que o sangue exerce para se movimentar nas artérias. Quando atinge valores maiores que 140/90 mmHg — ou 14 por 9 –, é necessário cuidado, porque se não controlada a hipertensão pode acarretar infarto do miocárdio, derrame, insuficiência cardíaca, falência dos rins, edema agudo dos pulmões (pelo acúmulo de sangue), crescimento do coração (miocardiopatia dilatada hipertensiva) e angina (dor no peito), aneurismas e dissecção de aorta. Além disso, os bloqueios vasculares relacionados com a arteriosclerose nas veias pélvicas e nas pernas podem lesar a retina ocular (retinopatia relacionada com a hipertensão) o que, à longo prazo, causa transtornos na visão.

    A hipertensão pode surgir em qualquer época da vida, inclusive durante a gravidez, mas é muito mais comum na população adulta e nos idosos. Estima-se que até 80% da população com mais de 60 anos seja hipertensa.

    Entre os pacientes hipertensos, 95% não possuem causa orgânica, ou seja, ela é causada por predisposições hereditárias e fatores externos como, estresse, obesidade, ou alimentação e ao estilo de vida.  Doenças orgânicas ou distúrbios hormonais são os responsáveis pela hipertensão em apenas 5% dos casos.

    A pressão alta, não tem uma cura, ou seja, é crônica e precisa ser controlada. Muitos o fazem com medicação, entretanto, é possível controlá-la com mudança de hábitos alimentares, exercícios e recursos naturais. “A decisão pelo tratamento medicamentoso ou não deve ser feito em conjunto com o médico levando em consideração todos os fatores observados durante as consultas, e não apenas baseado no nível da pressão arterial”, explica o cardiologista Marcelo Crespo. Esses fatores são por exemplo a idade do paciente e o histórico familiar.