• Pequeno Milagre

    Pequeno Milagre

    Um nome muito comum encontrado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Evangélico é Vitória “A maioria das mães acrescenta esse nome devido a história que vivem aqui dentro”, explica a psicóloga Káthia Braga. Esse é o caso de Elisa, que passou nada mais nada menos do que seis meses de vida na UTIN, seus pais acresceram Vitória ao seu nome para nunca esquecerem o que para eles foi um verdadeiro milagre.

    A Elisa nasceu dia 30 de novembro de 2017, com apenas 26 semanas de gestação e pesando 492 gramas. “Ela logo perdeu um pouco e chegou a pesar 385 gramas”, lembra a mãe Lucília Carolina Santos. Primeira filha dela e do papai Tharles Lemos, viviam uma gestação normal até as 21 semanas quando Elisa começou a dar sinais de que algo estava errado. “ Ela parou de crescer e se desenvolver. No dia em que completei as 26 semanas, a placenta descolou e tive que correr para o hospital”, conta.

    Ela já chegou ao HECI em trabalho de parto avançado. A psicóloga Káthia lembra bem desse momento “Lucília sangrava bastante. A gente não sabia se Elisa ia conseguir sobreviver porque era muito pequena então tínhamos que preparar a família para tudo, ”disse.  Os riscos eram grandes, mas Elisa lutou bastante. Foram alguns problemas nos olhinhos e em alguns órgãos, mas tudo pôde ser resolvido sem intervenção cirúrgica.

    Segundo a Dra. Grazielle Grillo, quem cuidou de Elisa nos últimos momentos dela no Hospital, “ela está clinicamente bem, ganhando peso e com a família bem treinada para cuidar da pequena em casa”. Hoje Elisa pesa 2,215kg e após exatos 5 meses e 25 dias de internação na UTIN, ela finalmente conheceu o colinho do vovô. “Agora é uma nova fase. Eu e Elisa renascemos e em casa poderemos ter um contato maior. É um recomeço” , disse a mãe.

    Lucília e Tharles agora só querem aproveitar os momentos com a pequena, na casa deles, em Marataízes onde moram.  “Eu demorei quase 120 dias para poder pegar minha filha no colo pela primeira vez. Antes disso, só pude ter contato com ela pela incubadora. Levar ela para casa hoje é algo inexplicável. Estou muito feliz. E tenho muito a agradecer a todos aqui, foram nossa primeira família,” disse a mãe da Elisa muito emocionada.

    Apesar do pequeno tamanho, Elisa já é grande exemplo de superação. Ela ainda vai fazer alguns acompanhamentos no Banco de Leite do HECI, com um neuropediatra, mas tudo para ter certeza que está tudo bem mesmo. Daqui para frente, é vida normal!