• Enfermeira mineira é a grande homenageada no Dia Nacional da Mulher

    Enfermeira mineira é a grande homenageada no Dia Nacional da Mulher

    Diferente do que acontece no Dia Internacional da Mulher, com a ampla popularidade do 8 de março, o Dia Nacional da Mulher não é tão conhecido assim. Quase ninguém sabe que uma enfermeira aristocrata, neta do Barão de Mesquita, nascida em Leopoldina, Minas Gerais foi a mulher que mais lutou pelos direitos feministas em todo o Brasil. Jerônima Mesquita liderou o movimento feminista no país colaborou na criação do Conselho Nacional das Mulheres, nasceu em 30 de abril de 1880.

    Atuou como voluntária da Cruz Vermelha na França e Suíça durante a Primeira Guerra Mundial, Mesquita retornou ao Brasil e se engajou em projetos feministas junto de amigas como Bertha Lutz e Stella Guerra Duval. Em 1922, de acordo com Françolin, Lutz foi a responsável pela fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, a qual defendia os direitos políticos femininos e a igualdade de gênero.

    A mineira participava ativamente da Federação, que contava com o apoio da Baronesa do Bonfim, sua mãe, e foi um dos principais movimentos feministas da época. A enfermeira também participou do Movimento Bandeirante brasileiro desde o princípio, em 1919, sendo a primeira comandante-chefe nacional.Mesquita foi uma das que ajudou na criação da Fundação Pró-Matre, junto de Stella Guerra Duval. Além disso, atuou no movimento sufragista de 1932 e participou da fundação do Conselho Nacional das Mulheres do Brasil, em 1947.

    Morreu no Rio de Janeiro em 1972 e, alguns anos depois, um grupo de 300 mulheres se reuniu para sugerir a criação do Dia Nacional da Mulher em sua homenagem. De acordo com o site do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, a escolha por Mesquita foi motivada pela “destacada atuação em prol da assistência social, questões feministas e sufragismo”.

    A sua história de lutas pelos diretos da mulher e ao mesmo tempo de cuidados com os pacientes se confundem com o negócio e os valores de todo enfermeiro dentro do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim: de valorizar a vida.