• Cardiologia Pediátrica do Hospital Evangélico: 15 anos cuidando dos pequenos corações

    Cardiologia Pediátrica do Hospital Evangélico: 15 anos cuidando dos pequenos corações

    O feriado mais doce, inocente e alegre do ano está ai e o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) recorda que a cardiologia pediátrica do HECI foi a primeira referência estadual em cardiopatia congênita no estado do Espírito Santo. “Ao longo destes 15 anos milhares de recém-nascidos, crianças e adolescentes de todo o estado e até mesmo de estados vizinhos foram tratados em nosso serviço”, relembra a Dra. Andressa Mussi, cardiopediatra, coordenadora do setor no hospital e presidente do Departamento de Cardiopatias Congênitas e Cardiologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

    Ela explica que todos os recém-nascidos no Hospital Evangélico passam pelo teste do coraçãozinho, e quando o resultado não é satisfatório – apresentando sopro cardíaco ou qualquer alteração ao exame físico cardiovascular –  ela avalia antes da alta. “Deste modo, é possível iniciar o tratamento destes recém-nascidos precocemente, o que melhora em muito o prognóstico”, explica.

    Muitas vezes o bebê nasce e vai direto para a UTIN ou passa por cirurgia cardíaca. Segundo a Dra. Andressa, “resolutividade pode salvar vidas de nossas crianças. ”Além disso, muitos pacientes são encaminhados para nosso ambulatório de cardiopediatria que tem um vasto e amplo atendimento às crianças do SUS.

    A cardiologia pediátrica do Hospital Evangélico trata diversas patologias ligadas ao coração, uma vez que os defeitos congênitos são de vários tipos e combinações, podendo gerar sintomas como a cor azulada (cianose), cansaço, dificuldade de ganho de peso, entre outros.  As formas de tratamentos também são as mais variadas que vão desde medicações muito específicos, cateterismos cardíacos, procedimentos hemodinâmicos e cirurgias. O tratamento dura a vida inteira do paciente, passando pela infância e adolescência.

    Saiba mais

    A Dra. Andressa explica que a cardiopatias congênitas são defeitos que ocorrem ainda em vida fetal, sendo qualquer alteração na anatomia do coração e de seus vasos sanguíneos (veias e artérias) que surge antes mesmo do nascimento do bebê, nas primeiras oito semanas de gestação. Podem ser causadas por algumas condições maternas como diabetes, lupus, uso de alguns tipos de medicamentos como lítio ou marevan, drogas e álcool. Fatores genéticos e alterações cromossômicas também podem levar a defeitos no coração. “Em relação às doenças adquiridas, como a ateroesclerose, obesidade e hipertensão arterial, para prevenção recomendamos às nossas crianças manter hábitos de vida saudáveis desde pequenos. Muito exercício e pouco uso de eletrônicos. ” Recomenda. Mas a receita mais preciosa que ela deixa é brincar. “Isto faz toda diferença na sua saúde física, emocional e mental da criançada”, orienta.